O Grito das Cidadãs: Um Roteiro pela Paris das Mulheres da Revolução Francesa
- 31 de jul.
- 25 min de leitura
Atualizado: 11 de set.
Por ter estudado em um colégio francês e, mais tarde, morado na França, sempre tive um fascínio particular pela história do país.
Confesso que, por muito tempo, quando pensava na Revolução Francesa, os primeiros nomes que vinham à mente eram Robespierre, Danton, e claro, a imagem de Maria Antonieta e a famosa frase "que comam brioches", atribuída a ela como símbolo da desconexão da realeza com o povo.
Mas foi andando pelas ruas de Paris que a minha perspectiva mudou. Percebi que viajar não é apenas ver, mas mergulhar na história de um lugar através do viés de quem o moldou.
E ao buscar o papel feminino na Revolução Francesa, descobri uma cidade completamente nova, pulsando com as histórias de mulheres incríveis.
Mas e elas? As que marcharam por pão, as que, como Olympe de Gouges, escreveram sobre direitos, as que enfrentaram a guilhotina com a mesma coragem dos homens?
Este roteiro histórico pela Paris das mulheres da Revolução Francesa não é apenas sobre visitar pontos turísticos. É um convite a ouvir os ecos do grito feminino que ainda ressoam nas ruas, nos palácios e nas prisões da cidade.
Uma jornada de turismo cultural que entrelaça história, moda e empoderamento, mostrando como a luta por liberdade se refletia em cada detalhe, das cocardes tricolores aos vestidos mais simples.
Se você ama mergulhar na história como eu, vai adorar conhecer as praias do Dia D na Normandia, cenário do famoso desembarque da Segunda Guerra, ou explorar as lendas e mistérios de Amarante, em Portugal, em um roteiro cheio de misticismo. |

Tabela de Conteúdo
Quer saber o que vai encontrar neste post? Para facilitar sua navegação, criei um índice prático com todos os tópicos. Clique no que mais te interessar e vá direto ao conteúdo!
Como viviam as mulheres na França antes da revolução?
As 6 Mulheres da Revolução Francesa que Você Precisa Conhecer
Quem foram as mulheres mais importantes da Revolução Francesa?
Onde Ver Marcas das Mulheres da Revolução Francesa em Paris?
Resumo Gráfico do Roteiro: 2 Dias na Paris das Revolucionárias
Roteiro em Paris: Nos Passos das Mulheres da Revolução Francesa
Estilo e Moda na Revolução Francesa: De Maria Antonieta às Cidadãs da Liberdade
O Legado das Mulheres da Revolução Francesa
Como viviam as mulheres na França antes da revolução?
Na França do século XVIII, a vida das mulheres era rigidamente controlada por leis e costumes patriarcais.
Do nascimento à morte, ela passava da tutela do pai para a do marido, sem direito à educação formal, à posse de bens ou à participação política.
Da aristocrata no salão à comerciante na feira, a voz feminina era silenciada e a cidadania permanecia um privilégio estritamente masculino.
Foi contra essa muralha de exclusão que elas se levantaram. Mulheres de todas as classes tomaram as ruas, a palavra e as armas, exigindo o direito de existir como cidadãs.
Elas abalaram as estruturas da França, mas o caminho para a igualdade estava longe do fim.
A Revolução abriu algumas portas, mas o Código Napoleônico trataria de trancá-las novamente, com ainda mais força. A mensagem era clara: a luta feminina estava apenas começando.
No entanto fica um legado importante, que as primeiras feministas da era contemporânea aproveitariam na década de 1830.
As 6 Mulheres da Revolução Francesa que Você Precisa Conhecer
Antes de mergulhar nas histórias dessas personagens extraordinárias, veja abaixo um resumo das principais mulheres que marcaram a Revolução Francesa, quem foram, o que fizeram e como terminaram suas jornadas.
Clique no nome para conhecer a história de cada uma
Maria Antonieta – Rainha da França; tentou fugir com Luís XVI e foi guilhotinada em 1793.
Olympe de Gouges – Ativista e escritora; autora da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã.
Charlotte Corday– Aristocrata girondina; assassinou Marat e foi executada quatro dias depois.
Théroigne de Méricourt – Oradora e militante; participou armada da Tomada da Bastilha e foi internada até 1817.
Madame Roland – Intelectual girondina; articuladora política, guilhotinada durante o Terror.
Germaine de Staël – Escritora e filósofa liberal; enfrentou Napoleão com ideias e morreu no exílio em 1817.
Quem foram as mulheres mais importantes da Revolução Francesa?
Olympe de Gouges, Charlotte Corday, Théroigne de Méricourt, Madame Roland, Maria Antonieta e Germaine de Staël são as figuras femininas mais marcantes da Revolução Francesa.
Rainhas, escritoras, ativistas e pensadoras, todas desafiaram o silêncio de sua época. Algumas lideraram marchas, outras escreveram manifestos, e muitas enfrentaram a guilhotina por suas ideias.
Mas por trás destes rostos conhecidos, a Revolução nasceu do grito coletivo de milhares de mulheres sem nome: artesãs, lavadeiras e vendedoras de mercado que transformaram a fome em fúria. Vindo de todos os contextos socioeconômicos, deram o primeiro grito e formaram as marchas que abalaram a monarquia.
Olympe de Gouges – A Pena da Igualdade

Olympe de Gouges, nascida Marie Gouze, foi uma das vozes femininas mais corajosas e visionárias da Revolução Francesa.
Escritora, dramaturga e ativista, ousou desafiar a exclusão das mulheres da vida pública ao publicar, em 1791, a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, um manifesto que reivindicava igualdade jurídica, política e social entre homens e mulheres, ecoando e confrontando diretamente a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
Olympe defendia causas progressistas para a época, como o fim da escravidão, o direito ao divórcio e o direito das mulheres ao voto.
Pela ousadia de sua militância, acabou sendo vista como perigosa tanto pela monarquia quanto pelos revolucionários. Em 1793, foi presa, julgada e guilhotinada por “ter esquecido as virtudes que convêm ao seu sexo”.
🗣️ "A mulher tem o direito de subir à guilhotina; ela deve ter igualmente o direito de subir à tribuna."
Quer conhecer mais sobre Olympe de Gouges e suas principais ideias? Para um resumo prático leia a resposta em nosso FAQ. Para um mergulho profundo em sua vida e obra, a melhor recomendação é a leitura do livro Olympe de Gouges, de Olivier Blanc. Você também pode explorar os próprios escritos da autora, incluindo suas peças, panfletos e textos autobiográficos |
Maria Antonieta – A Rainha Trágica e o Ícone de uma Era

Quem era Maria Antonieta?
Rainha da França aos 18 anos, Maria Antonieta era filha da imperatriz austríaca Maria Teresa e se casou com Luís XVI em um arranjo político que selava a aliança entre França e Áustria.
Ao longo dos anos, tornou-se um dos rostos mais criticados do Antigo Regime, acusada de frivolidade, gastos excessivos e uma suposta indiferença ao sofrimento do povo. A repulsa inspirada por Maria Antonieta reforça a masculinidade do poder.
Durante a Revolução Francesa, ela acompanhou o marido na tentativa de fuga frustrada de Varennes.
Ambos foram presos, julgados e condenados por traição. Em outubro de 1793, Maria Antonieta foi guilhotinada na Place de la Révolution (atual Place de la Concorde), seguindo o mesmo destino do rei semanas antes.
🗣️ "Se não têm pão, que comam brioches."Frase icônica, mas provavelmente falsa, atribuída a ela como símbolo do distanciamento da realeza em relação ao povo.
Se Maria Antonieta se tornou um símbolo de excessos e acabou associada à queda da monarquia francesa, no Reino Unido, a Rainha Elizabeth II representou o oposto: estabilidade, diplomacia e um reinado que atravessou décadas. Essa diferença mostra como cada mulher, e cada nação, construiu sua própria narrativa real ao longo do tempo, algo que exploro em detalhes na minha História da Casa de Windsor. |
Charlotte Corday – A Lâmina do Silêncio

Charlotte Corday entrou para a história como a mulher que matou Jean-Paul Marat, um dos principais líderes da ala mais radical da Revolução.
Nascida em uma família aristocrática na Normandia e influenciada pelas ideias ilustradas, Corday se aproximou dos girondinos, grupo político moderado que se opunha ao terror crescente promovido pelos jacobinos.
Em 1793, convencida de que Marat era o responsável direto por inúmeras mortes, ela viajou até Paris, comprou uma faca e, no dia 13 de julho, o assassinou enquanto ele tomava banho, em sua própria casa. Não tentou fugir e foi executada quatro dias depois, aos 25 anos.
Mas este assassinato repercute negativamente contra mulheres que "ultrapassam seu gênero". Clichês sobre "fúrias da guilhotina" se multiplicam, denunciando as pretensões políticas das mulheres.
Para uns, foi uma fanática. Para outros, uma mártir. A história a eternizou como uma figura ambígua: assassina política ou heroína solitária da moderação.
🗣️ "Matei um homem para salvar cem mil."
Théroigne de Méricourt – A Voz das Ruas e dos Clubes Revolucionários

Nascida na atual Bélgica, Anne-Josèphe Terwagne, que ficou conhecida como Théroigne de Méricourt, tornou-se uma das figuras mais carismáticas e controversas da Revolução Francesa.
Após viver como cantora em salões europeus e autodidata em filosofia política, ela chegou a Paris imersa nos ideais revolucionários.
Destacou-se como oradora apaixonada nos clubes políticos femininos, especialmente no Clube dos Cordeliers, onde defendia abertamente a igualdade de direitos entre os sexos.
Théroigne participou da Tomada da Bastilha e da Marcha das Mulheres a Versalhes, armada e vestindo trajes militares, o que escandalizou a sociedade da época.
Sua imagem forte e provocadora foi intensamente difundida por caricaturas e panfletos, tornando-a alvo tanto da imprensa realista quanto da violência dos próprios revolucionários.
Após sofrer agressões brutais por parte de militantes jacobinos, sua saúde mental se deteriorou.
Passou os últimos anos internada em um hospital psiquiátrico, esquecida por muitos. Sua voz segue ecoando como símbolo da coragem feminina em tempos de caos.
🗣️ "A mulher deve ter o direito de subir à tribuna, de defender sua pátria e de carregar armas, se necessário."
Madame Roland – A Mente Girondina por Trás da Revolução

Jeanne-Marie Roland, mais conhecida como Madame Roland, foi uma das figuras intelectuais mais influentes da Revolução Francesa.
Cultivou desde cedo uma paixão pelos livros e pelas ideias iluministas. Casou-se com Jean-Marie Roland, político girondino, e se tornou sua principal conselheira e redatora — a tal ponto que muitos diziam que era ela quem movia os bastidores do partido.
Seu salão literário e político, em pleno Quartier Latin, tornou-se ponto de encontro de grandes nomes da Revolução, onde se discutiam leis, reformas e a própria república nascente.
Defensora fervorosa da liberdade e da razão, Madame Roland se opôs ao extremismo jacobino. Essa posição, no entanto, lhe custaria a vida: foi presa em 1793 e executada na guilhotina no mesmo ano.
Sua morte ficou marcada por uma das frases mais impactantes da Revolução, dita ao olhar para a estátua da Liberdade antes de ser decapitada:
🗣️ "Oh Liberdade, quantos crimes se cometem em teu nome!"
Germaine de Staël – A Voz Literária que Enfrentou Napoleão

Filha de Jacques Necker, ministro das finanças de Luís XVI, Germaine de Staël cresceu em um ambiente profundamente intelectual e político.
Escritora, filósofa e anfitriã de um dos salões mais influentes da Europa, ela se destacou por sua defesa do liberalismo, da liberdade individual e da educação feminina em uma época em que as mulheres eram excluídas da arena pública.
Germaine foi uma crítica feroz do autoritarismo, inclusive do de Napoleão Bonaparte, o que lhe custou o exílio por boa parte do período pós-revolucionário. Seus romances e ensaios, como Delphine e Da Alemanha, influenciaram profundamente o pensamento político e literário europeu.
Embora não tenha empunhado armas ou sido julgada em tribunais revolucionários, sua escrita foi uma forma poderosa de resistência. Sua figura representa a força intelectual feminina diante dos sistemas opressivos.
🗣️ “A coragem intelectual de uma mulher é o que mais assusta os tiranos.”
Onde Ver Marcas das Mulheres da Revolução Francesa em Paris
Você pode visitar diversos locais históricos em Paris ligados às mulheres da Revolução Francesa, como a Place de la Concorde que foi o local das execuções de Maria Antonieta e outras revolucionárias; a prisão da Conciergerie; o Palais Royal, local de debates políticos; e museus como o Louvre e o Musée Carnavalet, que preservam artefatos e documentos da época.
1. Place de la Concorde : Local das Execuções das mulheres da Revolução Francesa
Considerada o palco mais simbólico do Terror Revolucionário, a antiga Place de la Révolution foi cenário das execuções por guilhotina de figuras como Maria Antonieta, Charlotte Corday e Madame Roland.
Dica: Caminhe até o Jardin des Tuileries para visualizar o eixo histórico da Revolução.
2. Conciergerie (Île de la Cité): Prisão e Tribunal das Revolucionárias da França
Uma conexão poderosa com os últimos dias dessas mulheres icônicas.
Este prédio funcionou como prisão e tribunal revolucionário. Maria Antonieta, Charlotte Corday e Madame Roland foram detidas aqui antes de suas execuções.
Dica: Visite a cela de Maria Antonieta e o memorial das vítimas da guilhotina.
3. Palais Royal: O Coração Político e Social das Mulheres na Revolução Francesa
O Palais Royal foi um ponto de encontro fervilhante para debates e panfletos revolucionários. Olympe de Gouges e Théroigne de Méricourt frequentavam suas arcadas e jardins para articular ações e discursar.
Dica: Explore as galerias imaginando a efervescência dos clubes políticos revolucionários.
4. Assemblée Nationale (Palais Bourbon): A Voz Feminina da Mudança
Sede do Parlamento francês, o Palais Bourbon foi palco de debates decisivos e tentativas de mulheres, como Théroigne de Méricourt, de influenciar os rumos da Revolução. Um busto recente homenageia Olympe de Gouges, pioneira do pensamento feminista.
Dica: Participe de visitas guiadas para conhecer os salões e tribunas históricas.
5. Bibliothèque Nationale (Richelieu): A Memória Escrita da Revolução
Local histórico importante para a circulação de panfletos e manuscritos, incluindo os escritos femininos revolucionários de Olympe de Gouges e a correspondência pessoal de Germaine de Staël.
Dica: Consulte exposições especiais para acessar documentos raros.
6. Louvre (Palais du Louvre): O Museu da Revolução
Transformado em museu durante a Revolução, o Louvre abriga obras e gravuras que retratam Maria Antonieta, Charlotte Corday e outras figuras femininas. O Departamento de Artes Gráficas (Cabinet des Dessins) guarda preciosidades históricas.
Dica: Algumas obras e gravuras originais da época, exigem agendamento prévio, ideal para entusiastas de arte histórica.
7. Musée Carnavalet (Marais): Guardião da História de Paris
Este museu apresenta coleções que incluem retratos, cartas e panfletos de Olympe de Gouges, Maria Antonieta e documentos sobre o assassinato de Marat por Charlotte Corday. Destaca também a influência de Germaine de Staël.
Dica: Aproveite para conhecer o contexto parisiense da Revolução em suas exposições.
8. Quartier Latin e Saint-Germain: O Berço Intelectual das Revolucionárias
Nos cafés e salões literários dessas regiões circulavam ideias revolucionárias. Olympe de Gouges e Théroigne de Méricourt encontravam espaço para articular seu pensamento, e Charlotte Corday preparou seu ato aqui.
Dica: Inclua uma visita ao Panthéon para completar este circuito histórico.
9. Club des Cordeliers: Voz Feminina na Revolução Francesa
Antigo endereço deste clube radical, onde Théroigne de Méricourt discursava e participava ativamente do cenário revolucionário.
10.Rue des Cordeliers: O assassinato de Marat
(atual Rue de l'École de Médecine) Neste endereço ficava a casa de Jean-Paul Marat, assassinado por Charlotte Corday, ação que marcou profundamente a Revolução.
11. Jardin des Tuileries: O Caminho da Fuga
Local entre o Louvre e a Place de la Concorde, onde Maria Antonieta e a família real tentaram escapar em 1792. Théroigne de Méricourt também desafiou normas sociais neste espaço público, aparecendo armada e uniformizada
Dica: Observe o eixo histórico que liga Louvre, Tuileries e Concorde.
12. Hôpital de la Salpêtrière: O Último Refúgio de Théroigne de Méricourt na Revolução Francesa
Este hospício serviu como prisão feminina e foi o local onde Théroigne de Méricourt passou seus últimos 20 anos. Hoje, é aberto ao público em visitas especiais e exposições.
💡 Dica de Ouro: Monte um mapa interativo no Google My Maps (ou confira os meus abaixo) com todos esses pontos. Assim, você pode seguir os passos das mulheres da Revolução e fazer o passeio a pé, sentindo a história em cada esquina.
Resumo Gráfico do Roteiro: 2 Dias na Paris das Revolucionárias
Este post contém links de afiliados. Ao comprar através deles, você apoia o nosso trabalho sem pagar nada a mais por isso. Obrigada!
👉 Para quem quer seguir os passos dessas mulheres em Paris, aqui está um resumo visual do roteiro completo.
Dia 1: O Poder, a Queda e a Memória
Dia 2: A Revolução das Ideias e o Legado
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Roteiro em Paris: Nos Passos das Mulheres da Revolução Francesa
Agora que conhecemos as protagonistas da nossa história, é hora de calçar sapatos confortáveis e caminhar pelos mesmos lugares que elas.
Este roteiro de dois dias foi pensado para ser feito a pé, mergulhando na atmosfera de cada bairro e conectando os pontos que marcaram a vida e a morte dessas mulheres incríveis.
Prepare-se para sentir a história sob seus pés.
Dia 1: O Poder, a Queda e a Memória
Roteiro do Dia 1 em Paris no mapa:
O nosso primeiro dia é dedicado aos locais mais simbólicos e dramáticos da Revolução, os locais mais simbólicos da queda da monarquia e da brutalidade do Terror, onde rainhas e cidadãs enfrentaram seus destinos com coragem.
Vamos começar na ilha que é o coração de Paris, a Île de la Cité, e terminar no bairro que guarda a memória da cidade, o Marais.
Roteiro a Pé – Dia 1: Distâncias e Tempos
Percurso do Dia 1 | Distância Aprox. | Tempo de Caminhada Aprox. |
|---|---|---|
Conciergerie → Place de la Concorde | 2.3 km | 32 min |
Place de la Concorde → Place des Vosges (Almoço) | 3.7 km | 51 min |
Place des Vosges → Musée Carnavalet | 350m | 4 min |
Musée Carnavalet → Praça da Bastille | 800 m | 11 min |
Total de Caminhada no Dia: | ~ 7.2 km | ~ 1h 30min |
Se preferir fazer o percurso com um especialista, este tour guiado Visita à Revolução Francesa: revive o 14 de julho de 1789 é uma excelente opção, apesar das Mulheres não serem o foco. Tente o tour Excursão a pé exclusiva pelas grandes mulheres da história de Paris. Neste caso a Revolução não é o foco. |
Manhã: O Epicentro do Terror
Parada 1: Conciergerie (Île de la Cité)

O que ver na Conciergerie? : A cela reconstituída de Maria Antonieta, a "Galeria dos Prisioneiros" e a "Sala dos Nomes", onde estão listados os milhares de condenados à guilhotina.
Dica de especialista- Evite as Filas!: A Conciergerie é uma das paradas mais impactantes (e populares) deste roteiro. As filas podem ser longas, especialmente na alta temporada. O ingresso está incluso no Paris Museum Pass. Se preferir comprar o ingresso avulso, [compre aqui seu ingresso corta- filas] e use seu tempo para explorar, não para esperar. Reserve pelo menos 1h30 para a visita.
Por que importa: Foi a antecâmara da morte. Aqui, mulheres de todas as classes, da rainha Maria Antonieta à intelectual Madame Roland e à ativista Olympe de Gouges, passaram suas últimas horas.
Imersão Sensorial: Ao descer para a área medieval da Conciergerie, o ar parece ficar mais frio e o silêncio, mais pesado. Senti o peso da história ao caminhar pelos corredores de pedra, imaginando a angústia e a coragem das mulheres que esperavam aqui pelo seu destino.
Dica deliciosa: Topa um pequeno desvio? Caminhe até a sorveteria Berthillon, na Île Saint-Louis. É a sorveteria mais tradicional de Paris. Vale cada colherada!. |
Parada 2: Place de la Concorde

O que ver: O Obelisco de Luxor no centro da praça. Imagine que, no lugar dele, estava a guilhotina. Olhe em direção aos Jardins das Tulherias e ao Louvre.
Dica prática: A praça é um ponto central de tráfego intenso. A melhor forma de a absorver é caminhando com calma desde os Jardins das Tulherias.
Por que importa: Chamada de "Place de la Révolution" na época, foi aqui que a lâmina da guilhotina caiu sobre Maria Antonieta, Madame Roland e Charlotte Corday. Um palco público onde ideais de liberdade se misturaram ao sangue.
Imersão Sensorial: O contraste é gritante. Hoje, é uma praça majestosa, cheia de turistas e trânsito. Feche os olhos por um instante e tente substituir o barulho dos carros pelo som da multidão e da lâmina. O Obelisco parece um espectador silencioso de tudo o que aconteceu ali.
Pausa para o Almoço: Um Toque de História no Marais
Caminhe pelos Jardins das Tulherias em direção ao Marais. Na Place des Vosges, uma das praças mais bonitas de Paris, você encontrará vários cafés e bistrôs charmosos sob as arcadas. Sugiro o Café Hugo, um lugar perfeito para descansar e processar as emoções da manhã.
Dica: Admire os Hotels Particuliers do Marais (mansões) onde viviam os nobres no século XVII.
Tarde: A Memória da Revolução
Parada 3: Musée Carnavalet – Museu da História de Paris (Le Marais)
O que ver: A coleção dedicada à Revolução Francesa é uma das melhores do mundo. Procure por objetos pessoais de Maria Antonieta, a Declaração de Olympe de Gouges e o quadro do assassinato de Marat.
Dica prática: A entrada para a coleção permanente é gratuita! É um museu enorme, então foque nas salas da Revolução para não se cansar.
Por que importa: É aqui que as histórias se conectam. O museu funciona como um baú de tesouros que materializa tudo o que vimos até agora, dando rosto, voz e objetos ao período.
Imersão Sensorial: É uma verdadeira viagem no tempo. Ver um sapato que pertenceu a Maria Antonieta ou uma mecha de seu cabelo torna a figura histórica palpável, humana. É o lugar para entender visualmente a estética e a brutalidade da época.
Parada 4: Praça da Bastille: Onde Tudo Começou
O que ver: A imponente Coluna de Julho marca o centro da praça, lembrando os ideais de liberdade que nasceram com a Revolução. No entorno, observe o moderno Opéra Bastille e placas que contam a história da antiga prisão demolida em 1789.
Dica prática:A praça é ampla e movimentada, mas vale a pena explorar a pé para sentir sua dimensão histórica. No final da tarde, o pôr do sol atrás da Coluna rende fotos lindas.
Por que importa: Mesmo que as mulheres da Revolução não tenham participado diretamente da Tomada da Bastille, o local representa o ponto de partida de toda a história que mudou suas vidas e abriu caminho para suas lutas.
Imersão sensorial:Fique alguns minutos parado no centro da praça e imagine o caos de 1789: os gritos, o som dos canhões e o povo derrubando os portões da prisão. Hoje, o espaço é aberto e moderno, mas a energia histórica ainda pulsa.
Dia 2: A Revolução das Ideias e o Legado
Roteiro do Dia 2 em Paris no mapa:
No segundo dia, trocamos o drama pela filosofia. Vamos explorar a Rive Gauche (a margem esquerda do Sena), o epicentro da vida intelectual e boêmia onde as ideias revolucionárias eram debatidas, escritas e defendidas.
Roteiro a Pé – Dia 2: Distâncias e Tempos
Percurso do Dia 2 | Distância Aprox. | Tempo de Caminhada Aprox. |
|---|---|---|
Rue de l'École de Médecine → Panthéon | 750 m | 11 min |
Panthéon → Les Deux Magots | 1.4 km | 20 min |
Les Deux Magots → Brasserie Lipp | 120 m | 2 min |
Brasserie Lipp → Assembleia Nacional | 1.5 km | 20 min |
Total de Caminhada no Dia: | ~ 3.8 km | ~ 53 min |
Manhã: O Bairro das Pensadoras
Parada 1: Saint-Germain-des-Prés e o Quartier Latin
O que ver: Comece a caminhada na Rue de l'École de Médecine, onde ficava o Clube dos Cordeliers, frequentado por Théroigne de Méricourt. Passeie pelas ruas onde Olympe de Gouges e Madame Roland viveram e mantiveram seus salões.
Dica prática: Não se prenda a um único endereço. A magia aqui é se perder pelas ruas, observar as livrarias antigas e as placas históricas.
Por que importa: Este era o caldeirão intelectual da Revolução. Nos cafés e salões deste bairro, mulheres como Germaine de Staël e Madame Roland articulavam o futuro da França, muitas vezes com mais influência que os homens na tribuna.
Imersão Sensorial: Sente-se em um café icônico como o Les Deux Magots ou o Le Procope (o mais antigo de Paris, frequentado por revolucionários). Peça um café e imagine os sussurros de debates, as folhas de panfletos sendo trocadas e a energia de um mundo sendo reinventado a cada conversa. Cafés transformados em verdadeiros centros de debate é uma tradição que pode ser vista em outras grandes cidades com uma alma literária, como o Cairo, onde Naguib Mahfouz também usava os cafés como palco para as transformações do Egito.
Parada 2: Panthéon

O que ver: A arquitetura imponente e a famosa inscrição: "Aux grands hommes, la patrie reconnaissante" ("Aos grandes homens, a pátria agradecida"). Desça à cripta para ver os túmulos de figuras como Voltaire, Rousseau e, mais recentemente, Simone Veil.
Dica prática: Subir na cúpula oferece uma das vistas mais espetaculares de Paris. Compre seu ingresso para o Panthéon aqui
Por que importa: A inscrição é o símbolo máximo da exclusão feminina. Nenhuma mulher da Revolução foi considerada digna de estar aqui na época. Visitar o Panthéon é entender o tamanho da luta delas: não apenas por direitos, mas por reconhecimento e memória.
Imersão Sensorial: O eco dentro do Panthéon é poderoso. Ele parece amplificar o silêncio e o apagamento histórico das mulheres. A presença recente de grandes mulheres como Marie Curie e Simone Veil na cripta mostra como a luta iniciada por Olympe e outras continua, e como a França, lentamente, começa a reescrever sua história.
Pausa para o Almoço: Charme em Saint-Germain
Como prometido, este é o lugar perfeito para o almoço. Escolha uma brasserie clássica, como a Brasserie Lipp, para uma experiência parisiense autêntica, ou um pequeno restaurante na charmosa Rue de Buci.
Tarde: O Reconhecimento e o Legado
Parada 3: Assembleia Nacional (Palais Bourbon)

O que ver: A fachada imponente do outro lado do Sena, em frente à Place de la Concorde. É aqui que, recentemente, um busto de Olympe de Gouges foi instalado.
Dica prática: Não é um local de visitação fácil, mas o importante é a simbologia externa. A melhor foto é tirada da Pont de la Concorde.
Por que importa: Olympe de Gouges escreveu que "a mulher tem o direito de subir à tribuna". Hoje, sua imagem está finalmente dentro do lugar onde as leis são feitas, um reconhecimento tardio, mas poderoso, de sua visão.
Imersão Sensorial: Olhar para a Assembleia Nacional a partir da ponte que cruza o Sena é como ver a história completar um ciclo. De um lado, a praça das execuções; do outro, a casa da democracia. É um momento para refletir sobre o legado duradouro dessas mulheres na política moderna.
Ao final desses dois dias, você terá percorrido não apenas ruas de Paris, mas páginas vivas da história.
Que cada passo ecoe os gritos e os sussurros daquelas que ousaram existir como cidadãs.
Onde se hospedar para este roteiro? Para ficar no coração da ação, fique no Marais (perto das paradas do Dia 1) ou em Saint-Germain-des-Prés (epicentro do Dia 2 e meu bairro preferido). Recomendo um hotel super charmoso, o Bel Ami: simpático e muito bem localizado, oferece academia, spa e bar. O tamanho dos quartos vão de 19m2 a 35m2, maiores do que a média de Paris. |
Qual dessas histórias mais te tocou? Compartilhe nos comentários e continue essa revolução de memória.
Outras Paradas Relevantes (para quem quiser explorar mais)
Se tiver mais tempo em Paris, considere explorar esses locais adicionais, que carregam marcas profundas da história das mulheres na Revolução
Hospício da Salpêtrière: local onde Théroigne foi internada. Importante para refletir sobre o silenciamento feminino.
Palácio de Versailles: O centro do poder da monarquia, onde Maria Antonieta viveu seus anos de luxo antes da queda. Passear por seus salões ajuda a entender o contraste entre a corte e o povo na véspera da Revolução.
Bibliothèque Nationale de France: Guarda documentos raros da Revolução Francesa, incluindo panfletos e cartazes que registram a voz das mulheres e do povo na época.
Louvre (Depto. de Artes Gráficas): abriga gravuras e retratos raros de figuras femininas da Revolução.
Rue Saint-Honoré: endereço de Madame Roland e eixo de marchas históricas.
Estilo e Moda na Revolução Francesa: De Maria Antonieta às Cidadãs da Liberdade
Como a moda se tornou uma arma política, e ainda inspira mulheres hoje.
Se você acha que a moda é fútil, prepare-se para mudar de ideia. Durante a Revolução Francesa, seu guarda-roupa podia literalmente salvar sua cabeça ou colocá-la em risco. A moda deixou de ser sobre o que era bonito para se tornar uma pergunta mortal: "De que lado você está?".
Vamos espiar os dois "closets" mais importantes da época.
O Look "Pré-Revolução": Time Maria Antonieta
Imagine um desfile de moda onde os pavões sentiriam inveja. Esse era o estilo da corte em Versalhes.
A Silhueta: Vestidos tão largos que mal passavam pelas portas, com camadas e mais camadas de seda, brocados e rendas. Era o "dress code" da opulência, desenhado para mostrar que você não precisava fazer absolutamente nada o dia inteiro, exceto existir e ser fabulosa.
A Paleta de Cores: Tons pastel que pareciam roubados de uma caixa de macarons: rosa-bebê, azul-celeste, verde-menta. Uma doçura que contrastava amargamente com a fome nas ruas.
O Acessório Principal: O cabelo. Não era um penteado, era um projeto de arquitetura. Perucas altíssimas, empoadas de branco e decoradas com plumas, fitas e até miniaturas de navios (sim, isso aconteceu).
Em resumo: O estilo Maria Antonieta era o cúmulo do "extra". Era uma moda que sussurrava (ou melhor, gritava): "Eu sou intocável".

O "Glow-Up" Revolucionário: O Estilo das Cidadãs
E então, veio a Revolução. E com ela, o maior "detox de guarda-roupa" da história. A simplicidade não era apenas uma escolha, era um manifesto.
A Silhueta: Adeus, espartilhos sufocantes! Olá, vestidos de algodão com cintura alta e corte reto, inspirados na Grécia Antiga. A moda agora era sobre liberdade de movimento. As mulheres precisavam andar, marchar, lutar.
A Paleta de Cores: A Santíssima Trindade da Revolução: azul, branco e vermelho. As cores da nova bandeira estampavam tudo. Usá-las era como dar um "like" público na Revolução.
Os Acessórios-Chave:
A Cocarde Tricolor: O acessório mais importante da década. Um pequeno laço ou roseta com as três cores, preso na roupa ou no chapéu. Não usar uma podia gerar suspeitas. Era o seu passaporte de cidadania.
O Barrete Frígio: O famoso gorro vermelho da liberdade, usado pelos revolucionários mais fervorosos, incluindo mulheres como Théroigne de Méricourt. Era o "beanie" da rebelião.
Em resumo: O estilo revolucionário era o "normcore" com uma causa. Era a moda como armadura política, provando que o verdadeiro poder não está na opulência, mas na convicção.

Como Vestir a Revolução em 2025: Canalize sua Olympe de Gouges Interior
Inspirada? Ótimo. Você não precisa de uma guilhotina no seu jardim para adotar a força dessas mulheres. Aqui vai um guia para um look contemporâneo que grita "Liberdade, Igualdade, Sororidade".
A Base Tricolor (com um toque chic)- O Look: Pense em uma calça de alfaiataria azul-marinho impecável, uma camiseta de algodão orgânico de alta qualidade e o toque final: um batom vermelho poderoso (como este clássico da MAC) ou um lenço de seda elegante. É clássico, forte e passa a mensagem.
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A base tricolor A Boina, Prima-Chique do Barrete Frígio: O barrete frígio pode ser um pouco intenso para um café na terça-feira. Mas a boina francesa? Perfeita. Escolha uma vermelha para um impacto máximo ou uma preta para um ar mais intelectual, à la Germaine de Staël. Se você ainda não tem a sua, veja uma seleção incrível de boinas aqui.

A boina Francesa Ativismo de Lapela (e de Peito): A cocarde evoluiu. Hoje, ela é um broche vintage com uma mensagem, um pin feminista na sua jaqueta jeans ou uma camiseta com uma frase de impacto. Que tal uma com a citação de Olympe de Gouges? Nada é mais revolucionário que isso.
"A mulher tem o direito de subir à guilhotina; ela deve ter igualmente o direito de subir à tribuna."

Jaqueta Jeans e Pin Feminista
O acessório final e mais importante? A convicção. Vestir-se com a força de quem sabe que suas ideias importam. Esse look nunca sai de moda.
O Guarda-Roupa da Revolução: 5 Peças que Fizeram História
Se a Revolução Francesa fosse uma coleção cápsula, estas seriam as 5 peças essenciais. Cada uma conta uma história de rebeldia, ideologia e uma transformação radical no que significava se vestir.
O Legado das Mulheres da Revolução Francesa
A Revolução Francesa não foi gentil com suas cidadãs mais ousadas. Muitas foram silenciadas pela guilhotina, outras apagadas pelos livros de história. O Código Napoleônico, que viria depois, reafirmaria o poder patriarcal ao tirar das mulheres até os poucos direitos conquistados.
Ainda assim, suas vozes não desapareceram. Elas ecoam nas ruas de Paris, nos salões do Panthéon, nos arquivos da Conciergerie e, principalmente, no legado feminino da Revolução Francesa.
As lutas de figuras como Olympe de Gouges, Madame Roland e Théroigne de Méricourt plantaram as sementes do feminismo moderno e inspiraram futuras gerações a questionar, resistir e construir uma sociedade mais justa.
✨ Ao caminhar por esses lugares e lembrar dessas histórias, reflita: qual é o papel das mulheres na história da França? E como essas batalhas de ontem ainda moldam nossas batalhas de hoje?
💬 Qual dessas histórias mais te inspirou? Deixe sua opinião nos comentários — a conversa continua por aqui.
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🎬 Para se aprofundar
Filmes:
Maria Antonieta (2006), de Sofia Coppola – Uma abordagem estética e moderna sobre o ícone do Antigo Regime.
Adeus, Minha Rainha (Les Adieux à la Reine, 2012) – Uma perspectiva intimista do caos em Versalhes visto por uma serva.
Livros:
Marie Antoinette: The Journey, de Antonia Fraser – Uma biografia sensível e abrangente. Compre o seu na Amazon!
Olympe de Gouges, de Olivier Blanc – Um retrato poderoso da mulher que ousou declarar direitos. Leia a edição em português disponível na Amazon.
Souvenirs & cultura:
Busque livrarias como Librairie Violette and Co ou editoras como Éditions des Femmes em Paris, que valorizam a produção feminina e histórias esquecidas.
Para lembranças, escolha pins, cocardes ou estampas com frases feministas inspiradas nas revolucionárias.
Perguntas Frequentes – Mulheres e a Revolução Francesa
1. Qual foi o papel das mulheres na Revolução Francesa?
As mulheres desempenharam um papel ativo na Revolução Francesa. Elas participaram de marchas, criaram clubes políticos, escreveram manifestos e exigiram seus direitos como cidadãs. Mesmo com avanços temporários, foram excluídas da vida pública após 1793, mas suas ações plantaram as sementes do feminismo moderno.
2. Quem foram as mulheres mais importantes da Revolução Francesa?
Entre as mulheres mais importantes da Revolução Francesa estão:
Maria Antonieta, rainha e símbolo do Antigo Regime;
Olympe de Gouges, autora da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã;
Charlotte Corday, que assassinou Marat;
Théroigne de Méricourt, oradora militante;
Madame Roland, influente no grupo dos girondinos;
Germaine de Staël, intelectual e crítica política.
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3. O que foi a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã?
A Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã foi escrita por Olympe de Gouges em 1791 como uma resposta direta à Declaração dos Direitos do Homem. O texto defendia igualdade jurídica, política e social entre homens e mulheres e é considerado um marco pioneiro do pensamento feminista.
4. As mulheres conquistaram direitos durante a Revolução Francesa?
Durante a Revolução, as mulheres obtiveram ganhos temporários no espaço político e social. Porém, com o radicalismo do Terror e o Código Napoleônico, muitos direitos foram revogados, estabelecendo a submissão legal da mulher ao homem.
5. Quais locais em Paris estão ligados às mulheres da Revolução?
Vários locais de Paris guardam a memória das revolucionárias:
Conciergerie: prisão de Maria Antonieta, Olympe e outras.
Place de la Concorde: onde várias foram executadas.
Musée Carnavalet: abriga objetos e documentos da época.
Saint-Germain-des-Prés: bairro intelectual frequentado por Germaine de Staël e outras.
Panthéon: símbolo do apagamento e posterior reconhecimento feminino.
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6. A moda teve importância política na Revolução Francesa?
Sim. A moda foi uma forma de expressão ideológica. Vestir-se com simplicidade e usar símbolos como a cocarde tricolor ou o barrete frígio era uma maneira de demonstrar apoio à Revolução. Já roupas luxuosas podiam levantar suspeitas e até custar a vida.
7. O que ver no Musée Carnavalet sobre a Revolução Francesa?
O Musée Carnavalet possui uma das melhores coleções sobre a Revolução. Entre os destaques:
Objetos pessoais de Maria Antonieta,
Manuscritos e retratos de Olympe de Gouges,
Representações do assassinato de Marat por Charlotte Corday.
8. Como a Revolução Francesa influenciou o feminismo moderno?
Embora não tenha trazido igualdade plena, a Revolução Francesa lançou as bases do pensamento feminista. A atuação de mulheres como Olympe de Gouges abriu caminhos para a reivindicação de direitos civis e políticos ao longo dos séculos XIX e XX, influenciando movimentos em todo o mundo.
9.Quais eram as principais ideias de Olympe de Gouges?
Olympe de Gouges defendia a igualdade de gênero, com direito ao voto, à propriedade, ao divórcio e à proteção civil para mulheres. Também era abolicionista e propunha justiça social com hospitais-maternidade e apoio a vulneráveis. Sua Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã sintetiza essas ideias.
10. Qual a melhor época do ano para fazer este roteiro a pé?
As melhores épocas são a primavera (de abril a junho) e o outono (de setembro a outubro). Nesses meses, as temperaturas em Paris são mais amenas e agradáveis para longas caminhadas.
Na primavera, você verá os jardins da cidade, como o das Tulherias, repletos de flores.
No outono, as cores das folhas dão um charme especial e as multidões de turistas já diminuíram.
O verão pode ser muito quente e cheio, enquanto o inverno, apesar de ter seu encanto, pode ser bastante frio e chuvoso para um roteiro focado em caminhadas.
👉 Para mais detalhes, confira nossos guias sobre a Primavera em Paris e Paris no Outono.
11. Existe um passe que inclui os ingressos para os locais deste roteiro?
Sim, o Paris Museum Pass é a melhor opção para este roteiro. Ele inclui a entrada para as principais atrações pagas que mencionamos:
Conciergerie
Panthéon
E outros locais relevantes citados, como o Palácio de Versailles e o Museu do Louvre.
Lembre-se que alguns locais, como o acesso à coleção permanente do Musée Carnavalet, são gratuitos, e outros são espaços públicos que não exigem ingresso (como a Place de la Concorde e os bairros). Vale a pena calcular se o custo do passe compensa de acordo com o número de museus que você pretende visitar em toda a sua viagem.
👉 Você pode verificar os preços e comprar o seu passe aqui.
Gostou deste roteiro? Compartilhe com aquela amiga que ama história, moda e viagens com propósito! Vamos juntas manter viva a memória dessas mulheres incríveis.




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